Como Mindfulness Ajuda Você Com Emoções Difíceis

Como você está se sentindo? Mindfulness nos dá a chance de entrar nesta questão em um nível mais profundo. Para começar, abaixo estão algumas práticas meditativas para trabalhar de forma mais criativa com o medo.

Por:
Gil Sant'Anna

Como você está se sentindo? Mindfulness nos dá a chance de entrar nesta questão em um nível mais profundo. Para começar, abaixo estão algumas práticas meditativas para trabalhar de forma mais criativa com o medo.

É difícil imaginar a vida sem medo. Nossa força bruta pode salvar vidas. Ela também pode nos paralisar e invadir cada parte da nossa vida. Domesticá-la e direcioná-la é um dos maiores desafios da vida.

O medo é primordial. E essencial para a sobrevivência. É altamente energético e até mesmo divertido. Muita gente ama filmes de terror, e as crianças (jovens e idosos) adoram poder assustar uns aos outros. Mas o medo não é brincadeira. Pode ser um estado muito elevado que nos tira do controle em resposta a uma ameaça percebida, levando-nos tanto a brigar, fugir, congelar, ou até desmaiar. Pode ser um sentimento profundamente desagradável.

Tal como acontece com todas as emoções, a prática da meditação pode nos dar estabilidade o suficiente no meio do medo para nos ajudar a ver mais claramente a distinção de uma falsa ameaça para uma ameaça real que precisa ser atendida. O tipo de meditação do medo pode ter o maior efeito sobre o medo (e medos) que continuamente surgem em nossas mentes, o produto de nossa imaginação fértil e nosso desejo de controlar tudo, ao invés de sermos jogados em um mundo arriscado e tempestuoso.

Ao surgir o medo, costumamos começar a “mastigar” em nossas mentes pensamentos para reforçar o tamanho e a forma da ameaça: “Eles não vão gostar de mim … eles vão pensar que eu sou estúpido(a) … Eu nunca vou conseguir outro emprego … Eu vou perder a cabeça … e todos os meus amigos … e meu apartamento …” E agora, a palma de nossas mãos estão suando. Estamos em um pânico total.

A boa notícia: Isso é tudo natural. A energia muito intensa de medo, quando somos capazes de deixá-lo se dissipar, pode se tornar uma poderosa força motriz. Nada mais é que uma energia vital.

Prática

 

NOMEIE O MEDO

Ser capaz de reconhecer que o medo está presente pode ser extremamente importante para não permitir que ele o(a) controle.

Ao OBSERVAR o seu coração bater mais forte, seu aperto no peito, as costas endurecendo, deixe um alarme de campainha imaginário desligar em sua cabeça.

Tome 3, 10 ou 20 respirações profundas, ou quantas forem precisas para ACALMAR o seu corpo. Coloque a mão em seu coração e foque nessa área, talvez isso te ajude muito.

Reconheça para você mesmo(a): “Eu estou com medo. Eu estou com medo. “DÊ UM NOME PARA O MEDO para que você crie automaticamente um pouco de distância entre você e a intensidade da reação emocional.

Diga algumas frases de BEM QUERER para si mesmo e para os outros:

Que (Eu / outros) possa(m) ver a origem do nosso medo.

Que (Eu / outros) possa(m) estar seguro(s) e livre(s) do medo.

Que (Eu / outros) possa(m) ser feliz e à vontade.

 

Prática

 

INCLINE-SE AO MEDO

 

Sempre que você sentir a energia do medo, NÃO EVITE o sentimento. Sente-se com ele.

Ao surgir pensamentos temerosos de medo e preocupação, aborde-os com SIMPATIA. Não os trate como uma ameaça.

Seja gentil com você mesmo para ter medo. Veja o que acontece quando você mantem a base firme e deixa medo surgir em sua mente. Você pode ENCONTRAR CONFIANÇA dentro.

 

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Gil Sant'Anna

Gil Sant'Anna é professor de Habilidades Socioemocionais no ambiente universitário.  Leciona essa disciplina livre na Universidade Federal do Rio de Janeiro e é pesquisador assistente em Neurociência no Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino.
É TED Speaker, instrutor de Mindfulness e Certificado em Treinamento em Compaixão por Stanford University.
Gil ama Aprendizado Emocional e acredita que esse tem a força necessária para mudar a educação do Brasil.

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